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Referência: SUGUIHURA, André Magaldi. Caracterização das
ações motoras básicas do skate vertical. Anais do II Congresso
de Ciência do Desporto e I Simpósio Internacional de Ciência do
Desporto. ????
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nº doc
0239
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Resumo: INTRODUÇÃO: O skate é uma das modalidades esportivas
mais populares da atualidade, só no Brasil são aproximadamente
duzentos mil praticantes (www.cbsk.com.br).
Junto ao seu crescimento houve também o crescimento da quantidade de
campeonatos profissionais e amadores transmitidos pela mídia. No
entanto não possuímos uma sistematização dos treinamentos desses
atletas objetivando a melhora no desempenho competitivo e a redução
de lesões. Isso se dá ao fato, também, de a quantidade de trabalhos
científicos sobre a modalidade ser pequena. OBJETIVO: Determinar as
características das ações motoras básicas da modalidade skate
vertical, baseado em imagens do desempenho de atletas brasileiros
profissionais e amadores em situação de treinamento. METODOLOGIA:
Participaram do estudo 6 atletas de skate vertical (todos com mais
de 5 anos de prática de skate), sendo 3 atletas amadores e 3
profissionais com idade média de 26,33 (D.P. ± 10,11) anos. O estudo
se pautou em análises descritivas da ação desses atletas. A análise
de movimento foi utilizada para caracterizar as ações motoras
básicas dos atletas durante as voltas. As imagens foram coletadas em
situação de treino em pista do tipo "half pipe", não foi exigido
nenhum padrão das manobras e não houve delimitação de tempo para as
voltas. RESULTADOS: Para uma melhor análise das imagens dividimos a
performance do atleta em três fases: fase de contato, fase de
impulso e fase aérea/vôo. Fase de Contato: Pés em apoio plantar
anterior, joelhos e quadril semi-fletidos. Os membros superiores se
encontram no plano lateral, ao longo do corpo e com os cotovelos
semi flexionados, quando no momento da extensão dos joelhos e
quadril eles são projetados fazendo uma abdução de ombros e uma
extensão dos cotovelos para que auxiliem na aceleração do corpo.
Fase Impulso: os pés ainda se encontram na mesma posição da fase
anterior, no entanto, o pé que se localiza na parte de trás
impulsiona o skate de encontro à pista. O joelho dianteiro realiza
uma pequena flexão fazendo com que o pé, em adução, se eleve junto
com a parte dianteira do skate, ao mesmo tempo, a perna realiza uma
abdução projetando o skate para frente em relação ao atleta
projetando ambos para fora da pista iniciando, então, a fase de vôo.
Fase de Vôo: Os membros superiores, nessa fase, são projetados como
na Fase de Contato, em abdução de ombros e extensão de cotovelos. Se
a fase aérea for grande pode ocorrer uma flexão de ombros junto da
abdução. Nas manobras aéreas, em geral, os membros inferiores são
flexionados para que as mãos consigam tocar a prancha, nas manobras
de borda os membros se estendem dependendo da posição necessária. É
importante citarmos que as manobras são dos mais variados tipos
(aéreas ou de borda) se tornando necessária a análise de cada uma
delas em particular. CONCLUSÕES: De acordo com as análises a
modalidade skate vertical exige um esforço grande das musculaturas
do quadril e membros inferiores no geral. Porém os membros
superiores não podem passar despercebidos, pois também são
utilizados no momento de impulsão do atleta bem como auxiliam no
equilíbrio durante a fase aérea independente da quão longa é essa
fase. Podemos supor que o trabalho mais indicado para essas
musculaturas seria o de resistência de força, considerando, além do
tipo de movimentação, que o tempo máximo de uma volta em situação de
competição é de 45 (quarenta e cinco) segundos.
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Abstract: n/d
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