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editorial 6 |
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Novas pesquisas 8 |
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NOTÍCIAS 10 |
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ANEXO 12 |
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pesquisa destaque 32 |
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VÍDEOS 34 |
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resumos 42 |
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TROCANDO IDÉIA 48 |
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Editor: Révisson SilvaEditor de fotografia: Daniel de SouzaColaboradores: Rodrigo K-b-ça, Matheus Martins,
Thiago
Neves, Marcelo Amaral, Fábio Prass, Faira
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EsQuIsAse trabalhos cadastrados |
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SANTOS, Matheus M. L. dos.
Efeitos do
feedback extrínseco na performance da manobra Ollie em skatistas do
município de Irati - PR.
Trabalho de
conclusão de curso Educação Física, da Universidade Estadual do
Centro-Oeste, 2008.
Resumo e download disponível na pág. 43. Cód. 0289
HORSCH, Eugene. Do Skateboard Tricks Defy the Laws of Physics? 29p. ???. Resumo e download disponível na pág. 42. Cód. 0290
SILVA, Daniel dos Santos.
Avaliação
postural em atletas da modalidade street skate.
Trabalho de conclusão Curso
de Fisioterapia. Universidade Bandeirante de São Paulo, 2009.
Resumo e download disponível na pág. 44.
Cód. 0291 |
HONORATO, Tony.
A Tribo Skatista
e a Instituição Escolar:
O Poder Escolar em um Jogo Sociológico. 2005. Dissertação (Mestrado em
Educação) - Universidade Metodista de Piracicaba.
Resumo e download disponível na pág.
45. Cód. 0076
PIMENTEL, Giuliano Gomes de Assis Pimentel & SAITO, Caroline Fama.
Caracterização da demanda potencial por atividades de aventura.
Motriz, Rio Claro, v.16
n.1 p.152-161, jan./mar. 2010.
Resumo e download disponível na pág.
46. Cód. 0292 BASTOS, Billy Graeff. Estilo de vida e trajetórias sociais de skatistas: da "vizinhança" ao "corre". 2006. Dissertação (Mestrado em Ciências do Movimento Humano) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Resumo e download disponível na pág. 47. Cód. 0217 |
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NoTíCiAs fevereiro |
Distribuidor autorizado Atlântico Sul Com. Imp. ltda - atlanticosulsk8@uol.com.br |
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R.I.P. DOGTOWN BOB BINIAK. Um dos Z-BOYS originais de Dogtown, mito do skate cujo legado jamais será esquecido, conhecido também como "The Bullet", "A Bala", faleceu no dia 26/02 em consequência de um forte ataque cardíaco sofrido dias antes em Jacksonville, Florida. No dia 28/02 haverá uma megasession na pista de Venice Beach em homenagem a ele, com a presença de skatistas de 4 gerações diferentes.
OAKLEY BOWL A RAMA WELLINGTON. Aconteceu na Nova Zelândia, na cidade de Wellington, nos dias 12 e 13/02, a prova de abertura do grande circuito mundial da World Cup Skateboarding 2010. Os primeiros colocados foram 1º Pedro barros (BRA), 2º Otavio Neto (BRA) e 3º Josh Borden (USA).
VANS BOWL A RAMA BONDI. Aconteceu no dia 20/02 em Bondi Beach, Sydney, Australia, a segunda competição do ano da World Cup Skateboarding. Os primeiros colocados foram 1º Pedro Barros (BRA) 2º Bucky Lasek (USA) e 3º Bob Burnquist (BRA).
SKATEBOARDING.3D. O fotógrafo Sebastien Denz e a marca de Street Wear Carhartt lançaram o livro SKATEBOARDING.3D. Os skatistas foram fotografados em 3D em locações exclusivas por todo o mundo.
Chris Cole. Recém eleito Skatista do Ano pela revista Thrasher Magazine, Chris Cole acaba de ser indicado ao prêmio Laureus Awards, considerado o Oscar do esporte. Na categoria Melhor Esportista de ação do ano, ele disputa contra Antoine Albeau (FRA) - Windsurfe, Mick Fanning (AUS) - Surfe, Stephanie Gilmore (AUS) - Surfe, Greg Long (EUA) - Surfe, Danny MacAskill (UK) - Bike Trial.
WORD CUP SKATEBOARDING - WCS. No mês de março acontecerão mais 4 eventos que valem pontos para o circuito mundial - WCS. O 'Oi Vert Jam' acontece no Brasil no dia 6. Nos Estados Unidos acontecem entre os dias 15 e 20 o 'Ultimate Boarder', entre os dias 19 e 21 o 'Florida Bowlriders Cup' e no dia 27 de março acontece o 'Grind for Life/Pac Sun Benefit'. |
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AnEXO Alexandre Massoti. Ollie. Barcelona/EUR, 2010. Foto Rodrigo K-B-ça |
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AnEXO Magnus Maarbjerg. Frontside Heelflip. Porto Alegre/RS, 200?. Foto Daniel de Souza |
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AnEXO Luan de Oliveira. Swicht Heelflip Nose Manual Fakie Flip Out. Lajeado/RS, 2009. Foto Daniel de Souza
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AnEXO Zézinho. Swicht Flip Nose Slide. Porto Alegre/RS, 2009. Foto Daniel de Souza
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AnEXO Rodrigo Correa. Nollie Backside Tailslide. Blumenau/SC, 200?. Foto Daniel de Souza |
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A n E X O Pedrinho. Backside Smith. Campinas/SP, 2010. Foto Daniel de Souza |
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AnEXO Laurence Reali. Swicht Backside Ollie. Novo Hamburgo/RS, 200?. Foto Daniel de Souza
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AnEXO Marlon da Silva. Backside Bigspin. Porto Alegre/RS, 2009. Foto Daniel de Souza
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AnEXO Carlos Iqui. Swicht 360 Flip. Porto Alegre/RS, 2009. Foto Daniel de Souza
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AnEXO Felipe Gomes. Frontside Shovit Footflip. Campinas/SP, 2010. Foto Daniel de Souza
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CARACTERIZAÇÃO DA. POR ESPORTES. PeSqUiSa. |
DEMANDA POTENCIAL DE AVENTURA DeStAqUe por Révisson Silva |
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Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Estadual de Maringá, pelo Grupo de Estudos do Lazer (GEL), teve como objetivo caracterizar a demanda potencial e o interesse pela prática de atividades de aventura da população local.
Para fazer este estudo o Profº Giuliano Gomes de Assis Pimentel, doutor em Educação Física, e a acadêmica Caroline Fama Saito, realizaram entrevistas com 207 pessoas com idades variantes entre 10 e 78 anos, residentes em três cidades na região metropolitana de Maringá, localizada ao norte do Paraná.
Este trabalho foi realizado para encontrar respostas úteis para a população, visando orientar as políticas públicas e a própria atuação da Educação Física no campo do Skate. Os resultados indicaram que as pessoas imaginam muito sobre como são os esportes de aventura, mas poucos possuem efetivamente alguma experiência. Além disso, os resultados indicaram que há uma forte influência da mídia e um desejo grande em praticar as atividades mais inacessíveis, como o pára-quedismo, vôo livre e surf. Em menor número, existem pessoas interessadas no skate, mas elas possuem medo de acidentes no processo de aprendizagem.
Segundo os autores, o skate se destacou na pesquisa porque era uma das práticas mais vivenciadas, junto com rapel e trilha, mas também possui rejeição entre segmentos etários mais altos e níveis de escolaridade mais baixos. |
O Profº Giuliano Pimentel afirma: "a acessibilidade é algo positivo no skate, pois a maioria das aventuras necessita de viagens à natureza e no skate é o contrário, ele ocorre nas cidades e proporciona um transporte ecológico pela cidade. Logo, o skate é uma prática de pessoas com tendências nômades".
Esta pesquisa foi apresentada e premiada em um congresso internacional, promovido pela Unesp, e publicado na revista Motriz, uma das três mais significativas na área da Educação Física, Lazer e Esportes.
A pesquisa evoluiu e hoje possui dados compondo o perfil de mil pessoas, e os pesquisadores desejam ampliar este número. O GEL deseja fazer parcerias com outras universidades, e por isso, acadêmicos e pesquisadores que desejarem utilizar o instrumento de coleta e a metodologia desta pesquisa poderão contatar através do e-mail geldefuem@gmail.com.
O autor destaca que o Congresso Brasileiro de Atividades de Aventura, (www.congressocbaa.com.br), que se realizará no mês de julho, na cidade de São Bernardo do Campo, será uma oportunidade ímpar de intercâmbio para todos os interessados no estudo do Skate e outras aventuras.
O resumo e o download completo desta pesquisa está disponível na página 46 desta edição. |
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VíDeOs
CROSSROADS
Acima um vídeo do evento Crossroads realizado em San Diego (USA), mostrando ótimas imagens das disputas de best tricks em obstáculos especialmente construídos para o evento. |
VíDeOs
Featherlight Helium
O skatista Bucky Lasek (USA) testa o novo shape Featherlight Helium da Element, que possui 5 câmaras de ar que reduzem drasticamente o peso e aumentam a resistência. O novo modelo é 10% mais leve que o atual modelo Featherlight. |
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VíDeOs
LONGTREKS
Adam Colton (USA) e Paul Kent (CA) e Aeron Enevoldsen (CA) iniciaram em janeiro o grande desafio de cruzar Peru, Bolívia, Argentina e Chile sobre longboards. No total são 2400 Km. |
VíDeOs
OAKLEY
Video do campeonato Oakley Bowl a Rama Wellington, realizado na Nova Zelândia. |
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VíDeOs
DROP: MY LIVE DOWNHILL
O filme 'Drop: Downhill My Life' é uma introdução aos atletas e ao mundo do skate downhill. Estréia dia 18 de março no Teatro Rickshaw, Vancouver, Canadá. |
VíDeOs
MATRIZ ENSINA
A loja Matriz Skateshop, Porto Alegre - RS, lança em breve o DVD 'Matriz Ensina'. Participam Cezar Gordo, Marcus Cida, Gui Zolin, Luan de Oliveira, Carlos Iqui, Diego Chavero, Wagner Kbça e Igor Morshak. |
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VíDeOs
RED BULL PROJECT AIR
Para depois melhorar suas performances nas ondas, a equipe de surf da Red Bull está treinando aéreos em um bowl de skate feito especialmente para os surfistas. |
VíDeOs
MACHOTAILDROP
Um drop de macho para impressionar as garotas. Essa foi a frase que inspirou o nome desde filme. Recheado de humor e fantasia, narra a história de um skatista amador que sonha em se profissionalizar e ser patrocinado pela maior marca de skate do mundo, a Machotaildrop. Acima o trailer. |
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ReSuMoS
Do Skateboard Tricks
Defy the Laws of Physics?
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Efeitos do feedback
extrínseco na performance da manobra Ollie em skatistas do município de
Irati - PR
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Avaliação postural em atletas da modalidade street skate por Daniel dos Santos SILVA
Resumo:
A modalidade street skate vem crescendo a cada dia, contando com
inúmeros atletas, sendo que podemos observar a pratica desse esporte
radical nas ruas, praças, condomínios e pistas. Com o objetivo de
Identificar o perfil postural dos atletas desta modalidade e suas
possíveis alterações músculo-esqueléticas, foi realizada uma avaliação
postural e fotometria, em 08 participantes do sexo masculino, com idade
entre 18 a 25 anos, com pelos menos um ano de pratica. Os resultados
revelam que os atletas possuem, alongamento posterior e comprimento
normal dos membros inferiores e suas principais alterações foram:
rotação externa excessiva de tornozelo direto, semiflexão de joelhos e
inclinação lateral da cabeça à direita.
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A Tribo Skatista e a Instituição Escolar por Tony HONORATO
Resumo:
Qual seria a relação entre tribo skatista e instituição escolar? O
interesse por esta temática veio do fato de que a prática cultural
dos skatistas poderia a demonstrar a transformação e a continuidade do (re)equilíbrio
do poder escolar, em função das diferentes formas de acessos às
fontes de poder na configuração escola. Com isso, objetivamos
responder duas questões principais: a) com quem estaria o poder na
relação entre tribo skatista e instituição escolar? b) qual a
percepção de poder escolar pela ótica da tribo skatista, que
colabora com a constituição da configuração escola? Esta é uma
pesquisa empírica com aproximações do enfoque sociológico
configuracional. Como documentos, foram utilizados bibliografias,
revistas especializadas e discursos dos skatistas da cidade de
Piracicaba/SP, coletados pelo uso da técnica de entrevista
semi-estruturada. Na análise dos documentos pesquisados encontramos
elementos empíricos e teóricos que colaboraram para a leitura do
fenômeno poder escolar como algo relacional, dinâmico e sempre em (re)equilíbrio,
de acordo com as movimentações das interdependências funcionais,
instituindo uma configuração escolar. |
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Caracterização da demanda potencial por atividades de aventura por Giuliano Gomes de Assis Pimentel
Resumo:
O estudo abordou sujeitos da região metropolitana de Maringá, Paraná,
com o objetivo de caracterizar a demanda potencial e o interesse pela
prática de atividades de aventura. É significativo o não-interesse,
embora a maior parte da população tenha noção de quais são as principais
atividades de aventura. No campo esportivo, pára-quedismo, surf e vôo
livre são os mais citados e desejados, evidenciando uma afinidade entre
conhecer e interesse. Citam como as características mais marcantes dos
praticantes de esportes de aventura: possuir recursos econômicos; estar
entediado com a rotina; e ter condicionamento físico. Ao imaginar essas
características como realidade, as pessoas comuns tendem à auto-exclusão
na prática das aventuras de lazer.
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Estilo de vida e trajetórias sociais de skatistas: da "vizinhança" ao "corre" por BILLY GRAEFF BASTOSResumo: O texto dessa dissertação apresenta problematizações acerca do universo social do skate, com atenção especial ao mundo patrocinado e profissional. O percurso da pesquisa inicia na busca de pistas do universo cultural do skate, passa pela definição do foco da pesquisa, das questões de pesquisa e dos aspectos metodológicos (entrevistas semi-estruturadas, observações e análise de documentos). Em seguida, trata da trajetória social dos sujeitos (skatistas identificados com o universo dos patrocínios e da profissionalização), partindo de suas atividades iniciais num ambiente de “vizinhança”, encontrando um estilo de vida, a constituição de um gosto, um conjunto de disposições e capitais. Traz para a discussão o tema de significados atribuídos (illusio), das transubstancializações (reconversões de capitais), dos estatutos dos sujeitos, da especificidade de uma lógica de reciprocidade e das posições objetivadas no campo e subjetivadas em disposições. Apresenta também debate sobre os planos e sonhos comuns ao universo estudado. Localiza o skate no plano da cultura corporal e discute as relações skate/esporte/competição/espetacularização. Entre as principais contribuições que o trabalho traz está o fato de que, no universo social do skate e dos patrocínios, o capital corporal/esportivo não é a única determinante para o “sucesso”.
DownloAD |
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TrOcAn
billy grae |
Do iDéIa por Révisson Silva ff bastos |
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o professor acadêmico que estudou a trajetória social dos skatistas profissionais brasileiros.
Billy, você é um grande pesquisador do skate. Como é o seu dia a dia e qual é o seu envolvimento com o skate? Alô, Révisson e galera do Ciência do Skate. Um orgulho participar. Em primeiro lugar é importante lembrar que o Skate como objeto de pesquisas é algo novo, são poucas as pesquisas realizadas no contexto da academia brasileira (universidades, faculdades, institutos de pesquisa). Imagino que dos trabalhos que têm a ver com skate, apenas 10 % estejam preocupados com o próprio, os demais o tangenciam como uma questão secundária. Então, não há ainda grandes pesquisadores do skate no Brasil. Entretanto, não podemos deixar de citar que há bons trabalhos, sobretudo, acerca da história do skate, assim como outros com abordagem ancorada nas ciências sociais. A grande contribuição desses trabalhos, em minha opinião, foi de trazer para os debates o skate como estilo de vida, não como uma moda ou um esporte. Eu estou envolvido com o skate e com skatistas há muitos anos, então posso dizer |
que há algo no skate que tem a ver só com ele, que escapa às tentativas de explicá-lo por caminhos já conhecidos. Eu parei de andar há anos, mas convivo bastante com skatistas, alguns dos meus melhores amigos são gente de skate (skatistas, lojistas, etc). Hoje estou me preparando para fazer uma proposta de disciplina à minha universidade, para o ensino do skate no curso de Educação Física. Eu sou professor de uma universidade e divido minhas atividades entre lecionar disciplinas no Curso de Educação Física, realizar e orientar pesquisas e fazer atividades de extensão universitária. Trabalho por um mundo justo e igualitário, num horizonte para além do capitalismo.
Você se considera um skatista? Olha, segundo o skatista César Gordo, conhecido de todos nós e meu grande amigo, não há ex-skatista. Ele me disse isso numa entrevista e foi bem convincente nas suas argumentações. Mas, como eu não ando mais, nem estou diretamente ligado ao skate no momento, posso me considerar um ex-skatista. Tenho que lembrar também, que os lugares onde eu andava em Porto Alegre, não são mais lugares de skatistas (Praça da Matriz, terminal do T6, Zaffari Ipiranga). Sou de outra época. Mas ainda uso camisetas, calças, bermudas e tênis de skate, quando dá... |
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Você é formado em educação física e fez um mestrado com o trabalho “Estilo de vida e trajetórias sociais de skatistas: da vizinhança ao corre". Conte um pouco sobre este desafio de fazer o mestrado. Antes de qualquer coisa, devo fazer referência ao apoio que tive por parte do meu orientador, Prof. Dr. Marco Paulo Stigger (UFRGS), que mesmo sem conhecer muito do assunto, teve a coragem de orientar o trabalho e o fez muito bem. Por outro lado, eu também não sabia muito bem por onde começar. Havia tanto assunto a se tratar que me perdi um pouco no universo do skate durante um tempo. Fiz uma pesquisa histórica sobre o skate no Rio Grande do Sul, que entre outras coisas virou um capítulo do Atlas do Esporte no RS e um capítulo da dissertação. Passei a andar com skatistas vários dias na semana, por várias horas. Era a tal da etnografia. Essa foi a parte legal, estar com os caras. Realizei dezoito entrevistas com quatorze skatistas do universo dos patrocínios, um empresário e um dirigente. Fiquei mergulhado no universo social do skate mais de dois anos. Fui a sessions, campeonatos, reuniões, visitas, demos, passear, resolver tretas, entre outras coisas. Daí veio a parte difícil, deixar o campo e escrever. Foi barra ler tudo que aparecia sobre os assuntos que levantara nos diários de campo (registros do tempo que passava com os caras). Mas valeu a pena. Penso em fazer o doutorado nesse esquema, mas com um tempero diferente, que não vou contar para não estragar a surpresa. Uma das principais contribuições deste trabalho é que, no universo social do skate e dos patrocínios, o dinheiro não é a única determinante para o sucesso. Fale um pouco sobre isso. O dinheiro facilita muito. Eu escrevi um capítulo que compara a trajetória de dois skatistas. Um deles viajou com os coroas desde novo, se vira no inglês, tem passaporte, sabe marcar passagem de avião. O outro teve duas oportunidades de sair do país e não foi. Negro, pobre, despreparado para a lida com questões burocráticas, sem o apoio dos pais (que não dão porque não podem). O primeiro vai ao exterior direto, tem ótimos patrocínios e tal. O segundo tá vendo a barca passar, segundo seus colegas. Então, dizer que grana não faz diferença é uma @!%# hipocrisia. Desde a alimentação de uma criança, a paz necessária para estudar, o apoio em casa para ir a champs e etc. Mas no trabalho pude notar que existem outras coisas, como "saber fazer |
o corre", o jeito que os skatistas tem de chamar a capacidade para dar conta das atribuições de um skatista patrocinado. Se liga nessa dica galera: ninguém vai ficar chamando para fazer foto e vídeo, tu tem que fazer teu corre, ir atrás dos caras, do fotógrafo, do videomaker, acertar a manobra, fazer tua parte no vídeo. Tem que estabelecer uma rede de relações, zelar pela imagem, entre outras coisas. Eu escrevi um artigo esses dias que brinca com essas coisas. Chama "o segredo do sucesso", porque o skate é muito diferente de outras modalidades, não basta nem é necessário ganhar competições para ter sucesso e conseguir bons patrocínios. O que você mais gostou de fazer durante a pesquisa? Então, o legal foi poder estar com skatistas (amigos, a maioria deles), ouvi-los nas entrevistas e tal. Foi difícil em alguns momentos, às vezes os caras não tinham tempo. Entrevistei o Marcus Cida num restaurante barulhento na Cidade Baixa em Porto Alegre, depois não dava para ouvir direito a gravação. Pega um cara como aquele figura do Gnomo, daí ele não pára mais de falar... foi massa. Entrevistei o César Gordo três vezes, uma delas no aeroporto, ele contribuiu um monte com a pesquisa. Conversar com caras que estão no skate há um tempão como o Chita, Poupa, Russo. Conversar com quem tá chegando, Luan, Ique e outros, levá-los tão a sério como os outros e ver a cara deles de espantados, pensando mil anos em cada resposta. Foi legal ver que vale a pena levar o skate a sério. Tem alguma história engraçada ou curiosa que ocorreu durante a pesquisa? Tiveram algumas. Essa aqui não deveria aparecer, mas... durante a pesquisa, cheguei na casa de um skatista famoso de Porto Alegre para acertar umas questões de sua entrevista e encerrar sua participação na pesquisa, vamos ver se ele se atira e se identifica. Assim que bati na campainha veio uma dupla de cachorros me saldar, de dar medo. Segundos depois, antes mesmo de o portão ser aberto, chega o presidente da Federação Gaúcha de Skate e pergunta se o skatista está pronto. Senti que meu papo tinha ficado em segundo plano. O skatista aparece e diz, "aí, Billy, surgiu um lance para fazer para o canal de tv, lá na beira do rio, bora?" Como precisava falar com ele, topei. Fomos até o Guaíba, eu tentando fechar a entrevista com o skatista e |
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os dois a mil falando da possibilidade de fazer um ski não sei o que puxado por um barco no Rio. Entramos num barco, puxa os caras para cá, puxa os caras pra lá. Foi legal, o esporte é super legal mesmo. Não consegui fechar a entrevista, o skatista não quis experimentar o tal de ski (a água tava fria, já tava escurecendo... desculpa de 'farrapeiro'). Resumo, só valeu o passeio de barco mesmo. Nem foto para o canal, nem vídeo, nem entrevista para mim. Vamos ver se ele se delata aí e conta porque não quis experimentar! O que você gostaria de destacar sobre este trabalho? Dois elementos se destacaram nesse trabalho. O primeiro diz respeito à própria trajetória da maioria dos skatistas que estão no mundo dos patrocínios, das peculiaridades que lhe são comuns, de uma série de acontecimentos mais ou menos organizados que compõem a história de suas vidas e que os levaram até ali e dizem de sua condição no mundo. Então, essa trajetória, que eu descrevo em pormenores no trabalho, considero um achado acadêmico e científico, porque houve momentos em que desconfiei que não conseguiria descobrir o que os diferenciava. O segundo elemento ainda está sendo trabalhado por mim, foi uma herança desse trabalho. Diz respeito ao skate na gama de práticas corporais existentes, de suas particularidades. Já apontei para isso no final da dissertação, entretanto não pude ainda desenvolver o tema. Como pode um skatista ter patrocínio e mais sucesso que outros sem ter ganho ou ido bem em competições? Esta é a questão que pretendo apresentar em um livro que vários estudiosos estão escrevendo e que deve ser lançado ainda esse ano. No seu entendimento, qual é a maior dificuldade para um skatista amador ter sucesso? Bem, há o capital corporal, há uma série de coisas que o cara tem que saber fazer, manobras e coisas assim. Entretanto, o que realmente diferencia um profissional de um amador são outras coisas, como a rede de relações, a capacidade de fazer o corre, a boa imagem, etc. Mais segredos na dissertação, é só ler, hehe. |
Você estudou as trajetórias sociais dos skatistas profissionais, desde suas atividades iniciais nos ambientes de vizinhança. Quais os aspectos positivos e negativos podem ter para os novos skatistas que estão se iniciando em ambientes de colégios e clubes? Não vejo nenhum mal, o skate é totalmente anárquico, mesmo que um menino comece na escola ou no clube, o skate vai ganhar vida debaixo de seus pés e ele vai viver mesmo o skate é na rua. Não existe skate sem rua. É como colocar em dúvida o ensino de futebol Você poderia destacar as principais características no estilo de vida de um skatista profissional? Esse é o trecho de uma entrevista que fiz com um skatista de nível internacional: ...eu tenho dito que a vida de um profissional tem um tripé: 1. Participar de competições; (o skatista concorda com a cabeça durante toda minha descrição) 2. Filmar e tirar fotos para revistas e vídeo magazines; 3. Viajar para fazer demonstrações para as marcas que patrocinam o skatista. Esse seria o tripé da vida do skatista? R: Isso. Mas sempre junto da demo (demonstração) tem a sessão de autógrafos. É um lance meio de praxe. Agora eu tô há um mês e meio, agora, todo fim-de-semana viajando o Brasil inteiro, fazendo demos... Responde bastante coisa, né? Eu acho que sim, mas que também não. Porque vai bem além disso. Como disse outro skatista, o profissional ou patrocinado vive no play (não no fast forward), pelo skate, na session, no pico com a galera, mas sem perder as oportunidades que aparecem e sem deixar de cavar as oportunidades também. Mas muita atenção: pisou na cabeça de alguém para subir, abra o olho, vai se queimar com a galera, daí já viu. |
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Em outros esportes é comum vermos atletas chorando quando o adversário ganha, o que não acontece com o skate. Na sua visão, com a evolução do skate alto rendimento, como será o skate profissional no futuro? Bom, como disse antes, quero escrever um artigo sobre esporte e skate, e tratar entre outros assuntos, disso. O skatista profissional do futuro poderá ser o skate patrocinado, como é hoje, parte de um sistema comercial, como todos os prós e contras, ou um skatista atleta, tanto olímpico quanto profissional, no esquema dos clubes ou das premiações (com muito patrocínio também). Há que se discutir ainda o papel dos meios de comunicação nisso tudo e seu poder de intervenção (uma pergunta sobre isso: vocês consideram que o tempo destinado pela maior emissora do país ao skate vertical condiz com o número de seus praticantes em solo nacional, em relação aos praticantes de skate street?). O certo é que o skatista profissional tem que tirar seu sustento do skate, então esse dinheiro tem que vir de algum lugar. Eu gostaria de ver mais um skatista profissional como um artista profissional, como quem dança, se apresenta, que encantasse sua platéia com o que faz com aquela tabuinha nos pés. Seria legal ver um skatista nas olimpíadas realizando várias manobras cabreiras e seu adversário vibrando com sua performance, fazendo com que a importância do quadro de medalhas seja colocado em jogo. Você acredita que o valor de vencer ou perder tende a se modificar na sociedade? Esse ponto é muito profundo. Claro que esse quadro que você pintou seria muito legal... mas com certeza no dia seguinte o skatista seria expulso da delegação. Tentem ler "os senhores dos Anéis" - acha-se em sebos. Ali conta-se a história das olimpíadas. A parada tá toda armada, não tem espaço para algo tão diferente como o skate, com sua competitividade tão secundária. O valor que se dá para (vencer) vencedores e perdedores (perder) se altera em cada sociedade. Imagine aqueles filmes que vimos quando éramos pequenos, tipo Indiana Jones: quem é sacrificada, |
a velha feia ou a virgem linda? Agora imagine que "esportistas" praticantes de um esporte parecido com o basquete eram sacrificados em sua comunidade indígena 500 anos atrás na América Central. Quem era sacrificado (morto), os vencedores ou os perdedores? Se tivéssemos que imaginar alguém sendo levado à morte hoje, como destino de um jogo, seriam perdedores ou vencedores? Antes de um skatista poder correr um champ numa olimpíada, nossa sociedade ainda vai ter que andar muito... ou o skate perder algumas de suas qualidades mais preciosas... agora, eu acompanhei uma discussão sobre esse assunto num Fórum Social Mundial em Porto Alegre. O antigo presidente da Confederação Brasileira de Skate disse que a Olimpíada teria que se adaptar ao skate e não o contrário... daí já acho que é ingenuidade... Muitas vezes, uma idéia puxa outra. Você teria sugestões de outras pesquisas sobre o skate que poderiam ser realizadas? Muitas!!!! Cada skatista que vai estudar (como eu fiz) poderia se perguntar como poderia dar visibilidade ao skate dentro de sua área. Acho que a questão dos materiais tem que evoluir na cena brasileira, temos que ter materiais bons em nossa indústria (isso melhorou bastante desde meus tempos de skatista). Acho também que o ensino do skate tem que se desenvolver, que precisamos discutir assuntos relativos à gênero no ambiente do skate (há muita homofobia ainda e o papel das mulheres tem que ser debatido) e que precisamos de uma forma mais elaborada para combater o aspecto fortemente comercial da prática. Esses são alguns desafios aos skatistas-pesquisadores. Para encerrar, mande o seu recado final para os leitores do Ciência do Skate E-Zine. Então galera, com essa entrevista acho que deu para saber melhor quem eu sou e o que faço. Eu não sou de muita frescura. Vou deixar aí meu e-mail, billygraeff@hotmail.com, e quem quiser bater um papo ou ver alguma outra informação é só teclar.
O resumo e o download completo da pesquisa está disponível na página 47 desta edição.
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