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Ano 1 - edição 2 - dezembro de 2009
as meninas invadiram o skate Pesquisa analisou os discursos de meninas skatistas
roger mancha o team manager da element fala sobre o futuro do skate
os melhores vídeos 40 anos de quiksilver Primeiro mctwist feminino o skate em 1943 e muitos mais |
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ÍNDICE |
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editorial 6 |
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NOTÍCIAS 8 |
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Novas pesquisas 9 |
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ANEXO 10 |
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resumos 28 |
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VÍDEOS 34 |
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pesquisa destaque 40 |
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TROCANDO IDÉIA 42 |
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Editor: Révisson SilvaEditor de fotografia: Daniel de Souza
Colaboradores:
Rodrigo K-b-ça, João
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NOTÍCIASOS PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS |
NOVAS PESQUISASReferências científicas |
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RESULTADOS DO Nescau Energy Street Festival Rolou em novembro o Nescau Energy Street no Rio de Janeiro, etapa válida pelo ranking mundial de street profissional: 1º Milton Martinez - ARG; 2º Lucas Xaparral - BRA; 3º Rodolfo Gugu - BRA
SKATE FEMININO "APAVORA" NO VÍDEO DA ZERO Strange World é o novo vídeo da Zero Skateboards, uma das grandes marcas americanas de skate. O alto nível das manobras da skatista Marisa del Santo levou o skate feminino para outra dimensão.
RESULTADOS DO GRAVITY SLIDEFEST2009 Este evento é considerado uma das principais competições do skate slide, e rolou na cidade de Poway na Califórnia: 1º Sergio Yuppie - BRA; 2º Fernando Yuppie - BRA; 3º Renilson Monteiro de Souza Santos - BRA. No feminino: 1º Reine Oliveira - BRA; 2º Jessica Corrchia - BRA; 3º Christie Aleixo - BRA.
INSCRIÇÕES PARA O BRASIL SKATE CAMP 2009 Acontece entre os dias 13 e 16 de janeiro, em Sorocaba - SP, a 8ª temporada do Brasil Skate Camp. Este é um super acampamento de skate para jovens de 6 a 17 anos, e as inscrições já estão abertas.
HALL DA FAMA DO SKATE É INAUGURADO A International Association of Skateboard Companies que promove o Go Skateboarding Day, inaugurou recentemente o Hall da Fama do Skate. O evento ocorreu na pista da Vans em Orange County, EUA, e os primeiros homenageados foram Tony Hawk, Danny Way, Tony Alva e Bruce Logan.
ESCOLA DE SKATE CIÊNCIA DO SKATE VISITA COLÉGIOS A Escola de Skate visitou os colégios Auxiliadora, Yázigi, La Salle e Cruz Vermelha, localizados na região metropolitana de Porto Alegre. Oficinas de skate foram realizadas para que os alunos pudessem aprender, andar e se divertir. |
121. PEREIRA, M. L. O julgamento na modalidade skate street. In: I CONGRESSO BRASILEIRO DE ATIVIDADES DE AVENTURA, 2006, Balneário Camboriú/SC. ANAIS I CBAA, SC, 2006. Apenas o resumo disponível na pág. 28 desta edição.277. COSTA, M. R. M.; COSTA. V. L. M. Juventude, imaginário social e esportes na cidade do Rio de Janeiro. In: III CONGRESSO BRASILEIRO DE ATIVIDADES DE AVENTURA, 2007, Governador Valadares/MG. ANAIS II CBAA, MG, 2007, p. 26-29. Resumo e download disponível na pág. 29 desta edição.
278. MARQUES, Danilo A; OLIVEIRA, Rafael H. A. de; JAFELICE, Rosana S. M. Modelagem Matemática das Pistas de Skate. FAMAT em revista, número 10, pág. 253, abril de 2008. DownloAD.
279. NEVES, Thiago Zanoni; FERREIRA, Israel Manta; PINHEIRO, Ana Carolina de Lima; PINHEIRO, William Gomes da Silva. Prevalência de lesões em skatistas profissionais da modalidade street skate. Trabalho de graduação (Fisioterapia). São Paulo - Faculdades Integradas de Ciências Humanas Saúde e Educação de Guarulhos. 2008. Resumo e download disponível na pág. 30 desta edição.
280. COSTA, M. R. M. Sapatilha rosa ou prancha de skate: menina também pode. In: III CONGRESSO BRASILEIRO DE ATIVIDADES DE AVENTURA, 2008, Santa Teresa/ES. ANAIS III CBAA, ES, 2008. Resumo e download disponível na pág. 31 desta edição.
281. RETHNAM, Ulfin; YESUPALAN, Rajam Sheeja; SINHA, Amit. Skateboards: Are they really perilous? A retrospective study from a district hospital. BMC Research Notes, volume 1, 2008. Resumo e download disponível na pág. X desta edição. Resumo e download disponível na pág. 32 desta edição.
282. MANÕSA, Roger Soares. Análise organizacional da Element Skateboards. Trabalho de conclusão do primeiro módulo (Tecnólogo em Marketing). São Paulo - Faculdade Estácio/Uniradial. 2008. Resumo e download disponível na pág. 33 desta edição. |
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ANEXO Jean Duarte. Back Side Fifty. Camboriú/SC, 2009. Foto Daniel de Souza
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ANEXO Ari Neto. Half Cab Nose Grind Reverse. Blumenau/SC, 2009. Foto Daniel de Souza
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ANEXO Djorge Oliveira. Swicht Crooked. Porto Alegre/RS, 2009. Foto Daniel de Souza
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ANEXO Daniel Crazy. Half Cab 360 Shovit. Porto Alegre/RS, 2009. Foto Daniel de Souza
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ANEXO Ralael Jelinec. Swicht Flip. Floripa/SC, 2009. Foto João Brinhosa
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ANEXO Alexandre Aquino. Back Side Blunt Slide. Guaíba/RS, 2009. Foto Daniel de Souza
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ANEXO Diego Stephan de Oliveira. Front Side Grind to Swicht Crooked. Porto Alegre/RS, 2009. Foto Daniel de Souza
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ANEXO Alexandre China. Back Side Nose Slide. São Paulo/SP, 2008. Foto Leandro Pires
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ANEXO Elton Melônio. Back Side Board Slide. Barcelona/EUR, 2009. Foto Rodrigo K-b-ça
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ANEXO
Marcelo Formiguinha. Back Side Blunt Slide Fakie Manual out Flip. São Paulo/SP, 2006. Foto Daniel de Souza |
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RESUMOS
O julgamento na modalidade skate street
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RESUMOS
Juventude, imaginário social e esportes na cidade do Rio de Janeiro
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RESUMOS
Prevalência de lesões em skatistas profissionais da modalidade street skate por Thiago Zanoni NEVESResumo: O skate é um esporte urbano bastante acessível, dinâmico e criativo, pois permite realizar diversas manobras e pode ser praticado na rua ou em pistas, que tem se tornado cada vez mais comum. Devido à suas manobras com um elevado nível de dificuldade e muito arriscadas, quando não são executadas perfeitamente podem ter como conseqüência algumas lesões. Objetivo: Verificar a prevalência de lesões em atletas profissionais praticantes da modalidade street skate. Casuística e Método: Participaram do presente estudo, 32 atletas profissionais praticantes da modalidade street skate, participantes do Circuito Brasileiro de Street Skate nos eventos realizados pela Confederação Brasileira de Skate (CBSK), tais atletas responderam os questionários sem influência dos pesquisadores, tendo os mesmos permanecidos à disposição para esclarecimento de dúvidas durante o preenchimento do questionário. Resultados: Verificou-se que a idade média entre os atletas foi de 26,7 anos, todos do gênero masculino com média de tempo de prática de 16,4 anos e o local de prática com maior ocorrência foi a rua com 70,5% das ocorrências. Notou-se 93,6% desses atletas já sofreram algum tipo de lesão onde 78,1% referiram ter feito fisioterapia após lesão. Conclusão: A maior região de acometimento das lesões foi em membros inferiores e a lesão que predominou foi o entorse de tornozelo. DownloAD |
RESUMOS
Sapatilha rosa ou prancha de skate: menina também pode por Maria REGINA CostaResumo: O presente trabalho de natureza qualitativa, tem por objetivos: (a) discutir a presença da tribo das meninas que optaram por pranchas de skate e freqüentam um cenário dominado por meninos; e (b) evidenciar os elementos simbólicos que emergem dos discursos veiculados na internet em blogs de meninas skatistas. Os discursos foram analisados mediante a Análise de Discurso de Orlandi (2001) e coletados no primeiro trimestre de 2008. Concluiu-se que as meninas skatistas, ao invés de sapatilhas rosa de ballet, sonhos de muitas mães, aderem ao deslize em pranchas de skate por rampas e ruas da cidade. Tal atração se assemelha a uma aventura, na qual as praticantes imprimem a seus atos o verdadeiro sentido desafiador, superando inclusive todas as barreiras que a sociedade lhes impõe. Abençoadas por Ártemis são dotadas de grande força: a independência, a autonomia e a vontade de realizar coisas. DownloAD
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RESUMOS
Skateboards: Are they really perilous? por Ulfin RethnamResumo: Skates são realmente perigosos? Uma pesquisa a partir de um hospital distrital. Andar de skate tornou-se um esporte popular entre os adolescentes, mesmo com os riscos associados. A literatura está cheia de artigos relatando os perigos envolvendo os skates. O skate é tão perigos como tem sido retratado? Método: Este estudo foi realizado durante um período de 5 anos. Todas as lesões apontadas no aparelho ortopédico foram identificadas e também os dados coligidos sobre a demografia dos pacientes, localização e mecanismo de lesão, a incidência anual, tipo de lesão, o tratamento necessário, incluindo hospitalização. Resultados: Encontramos 50 pacientes com lesões associadas ao skate. A maioria dos pacientes era do sexo masculino e com idade inferior a 15 anos. A incidência anual manteve-se reduzida em cerca de 10. O membro superior foi predominantemente envolvida com a maioria dos acidentes sendo fraturas. A maioria dos acidentes ocorreu durante o verão. A modalidade mais comum de tratamento foi a imobilização com gesso. A maior incidência em fratura de ossos foi do rádio distal. Não houve pessoa feridas na cabeça e pescoço, fraturas expostas ou lesões que requeressem intervenção cirúrgica. Conclusão: Apesar de sua imagem negativa entre os médicos comunitários, o skate não parece ser um desporto perigoso: apresenta uma baixa incidência, não sendo encontradas lesões graves. O Skate deve ser restrito aos parques apropriados à sua prática e os skatistas devem usar protetores especiais. Estas medidas certamente reduzirão o número de skatistas que se envolvem em acidentes com veículos motorizados, reduzirão o número de lesões nos skatistas e também reduzirão o número de pedestres machucados devido a colisões com skatistas. DownloAD |
RESUMOS
Análise organizacional da Element Skateboards por Roger ManchaResumo: Este projeto integrado tem como objetivo realizar uma análise organizacional da Element Skateboards e mostrar para um grupo acadêmico como é o mercado do skate, sua cultura, produtos e perfil do público consumidor. Foram buscadas informações sobre seus produtos, comportamento do consumidor, canais de relacionamento com seus consumidores, a atual economia do mercado, pesquisas de mercado e teorias do marketing. A principal conclusão da pesquisa é que uma marca tem que ser feita por uma pessoa que gosta e que seja consumidor dos produtos. DownloAD |
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VÍDEOS como funciona o skate?
Este vídeo, do Howstuffworks, explica
como funciona o skate. São 3 pequenos vídeos que mostram um pouco sobre
as peças, a cultura, as manobras e a história.
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VÍDEOS SKATE EM 1943
Andar em pé no skate é o que caracteriza
a sua radicalidade, e parece que isso aconteceu pela primeira vez na
década de 60. Porém, relatos afirmam que em 1918 o aparelho skate foi
criado por Doc Ball. Acima um vídeo de 1943.
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VÍDEOS QUIKSILVER COMEMORA 40 ANOS
A Quiksilver comemorou 40 anos de aniversário em Paris, no Grand Palais, um dos mais lindos palácios do mundo. Tony Hawk e seus convidados levaram o público ao delírio e no Street quem deu o show foi Bastien Salabanzi.
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VÍDEOS PRIMEIRO MCTWIST FEMININO
A americana Lyn-Z Adams entrou para história ao ser a primeira mulher a voltar um McTwist. O grande feito aconteceu na comemoração dos 40 anos da Quiksilver, em Paris. No vídeo acima também temos o Tony Hawk voltando o 900º.
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VÍDEOS VOLCOM DAMN AM 2009
Nos dias 12 e 13 de outubro em Costa Mesa, Califórnia, rolou o Volcom Damn Am 2009, evento considerado uma das principais competições entre amadores. Resultados: 1º Luan de Oliveira - BRA; 2º Clint Walker - USA; 3º Tommy Werner - USA
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VÍDEOS SKATE PASS
Colégios de diversos países estão inserindo o skate nas aulas de educação física através do programa Skate Pass. Este programa ajuda a aproximar os alunos dos colégios, contribuindo para a evolução do skate e dos alunos.
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PESQUISA DESTAQUE |
Maria Costa afirma que é a confiança que as skatistas possuem em sua feminilidade que as faz explorar com tanto vigor sua masculinidade, o seu lado que ama a liberdade, a ousadia e a aventura. "...os pais sempre perguntam se as filhas não preferem arrumar um esporte mais levinho, tipo yoga ou ballet, e a escolha do skate significa passar a milhas de distância dos sonhos que uma mãe tem para filha".
A pesquisa também conclui que ao invés de sapatilhas rosa de ballet, as meninas aderem ao skate, superando as barreiras e preconceitos que a sociedade lhes impõe. Suas grandes forças são a independência, a autonomia e a vontade de realizar coisas.
-> Resumo e download desta pesquisa na pág. 31 desta edição.
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As meninas invadiram o universo do skate |
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Uma pesquisa de pós-mestrado desenvolvida na Universidade Gama Filho (UGF) do Rio de Janeiro, analisou os discursos veiculados na internet em blogs de meninas skatistas.
Os resultados indicaram que essas meninas são dotadas de grandes forças: elas invadiram o universo do skate e estão invadindo cada vez mais um espaço antes dominado exclusivamente por meninos. |
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Além de constatar esta mudança no universo do skate, as pesquisadoras simbolizaram as skatistas através de Ártemis, a heroína guerreira vencedora. Os objetivos foram discutir a presença da tribo das meninas que freqüentam um cenário dominado por meninos e evidenciar os elementos simbólicos que emergem dos discursos das skatistas. Esta pesquisa foi realizada pela profª Ms Maria Regina Costa e orientada pela profª Drª Vera Lucia Costa, e contou com o envolvimento dos alunos de iniciação científica do Laboratório LIRES-LEL. Para a autora, é importante entender o jeito ousado e irreverente dos esportes de aventura: ”...o homem vivencia o drama de um paradoxo contemporâneo entre a aceitação do mundo como ele é e a recusa dos valores estabelecidos”. |
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TROCANDO IDÉIA entrevista Révisson Silva
MANCHA Conheça um pouco mais sobre o Team Manager da Element, skatista e acadêmico do curso de tecnólogo em marketing.
Roger, como é o seu dia a dia? Bom, meu dia a dia varia muito. Eu acordo e na cama já dou uma olhada pelo iphone nos e-mails, twitter e jornais. Se tenho algum projeto rolando com a Element, vou até o escritório da Gsm, empresa que é dona da Element, Billabong, Nixon, Kustom e Vonzipper. O escritório é perto de casa, e moro perto da maioria dos lugares que tenho que ir, e isso é legal. Invisto meu tempo navegando em sites de skates, como Berrics, Transworld, Tribo, CemporcentoSKATE. Também sites de marketing como o Mundo Marketing, Alltop, itunes acadêmico, blogs de tendências e o TED, que sempre tem palestras dos mais diversos assuntos. Leio muito também, e estou lendo um livro do Akio Moritta, sobre a Sony. Trabalho em casa, ligo para a galera da equipe e ando de skate. Meu dia está muito relacionado com o skate e a busca de informações, sempre em contato com muita gente. Tudo isso através do meu computador.
Onde você costuma andar de skate? Tenho uma mini rampa em casa que é de frente para o meu escritório. Então no intervalo de alguma pesquisa as vezes ando nela. Quando está tranqüilo depois do almoço vou andar de skate em um pico de rua ou em uma pista.
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Como é trabalhar para uma grande empresa como a Element? Trabalhar na Element é muito satisfatório, pois tenho suporte para realizar as idéias. É uma marca que acompanho desde o começo. Montei a equipe de skate e dá muito gosto ver o pessoal se destacando. Skatistas como o Murilo, que não tinha um grande destaque na mídia, hoje em dia é um skatista que representa o futuro do skate no Brasil. Somos uma família, que segue a missão, visão e valores da Element. Conseguimos neste tempo realizar alguns projetos bem legais: fomos para a Europa, fizemos o filme VISCA, ganhamos o SKT na Estrada e fizemos o Pinball no Ibirapuera.
Recentemente você fez uma pesquisa sobre a Element. Qual foi o objetivo? O objetivo da pesquisa foi fazer a análise organizacional de uma empresa e mostrar para um grupo acadêmico como é o mercado do skate, sua cultura, produtos e perfil do público consumidor. Além disso, criar um documento com informações para a Element. O trabalho foi para a conclusão do primeiro módulo do curso de tecnólogo em marketing, que é chamado de projeto integrado. Ele está bem complexo, e pensei nele como um degrau para o trabalho de conclusão final.
Como a universidade, professores e colegas, receberam a sua pesquisa? Este trabalho teve nota dez. O trabalho trouxe perspectivas para muitos alunos e professores que não conheciam o mercado. Inclusive, o nosso orientador do projeto integrado, o professor Mauricio Jacques, andou de skate e também continua andando.
Qual a importância que este trabalho teve para a sua formação acadêmica e profissional? Este trabalho foi muito legal de fazer pois foi sobre algo que adoro. Li muitos livros que pude relacionar com o skate, e a Element usou mês passado ele para formatar a apresentação do meeting. Li muito sobre a Apple para fazer a parte de liderança no trabalho da Element. Semana passada terminei meu segundo projeto integrado que estudou o perfil do consumidor de skate e realizei uma pesquisa de mercado. Todos estes trabalhos eu guardo e me preparo para uma futura dissertação de mestrado.
Qual a principal conclusão da pesquisa? A principal conclusão da pesquisa é que uma marca tem que ser feita por uma pessoa que gosta e que seja consumidor. Foi assim que aconteceu com a Element e o seu fundador Jhonny, com a Apple de Steve Jobs e com a Sony de Akio Morita. |
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O que você mais gostou de fazer durante a pesquisa? Ler e pesquisar sobre o skate. Encontrei alguns trabalhos relacionados com o skate muitos bons, outros mais simples, e encontrei no marketing e na comunicação uma outra obsessão.
Existe alguma história engraçada ou curiosa que ocorreu durante a pesquisa? Encontrei uma pesquisa na revista Sportswear mostrando o que levou Jhonny a criar a Element e as suas influencias. Hoje muito destas historias podem ser encontradas no documentário Make It Count da Element, que esta no site www.elementskateboards.com.br
Na sua visão, qual é o futuro do skate? Acho que o futuro do skate vai estar nas mãos de pessoas que entendem os skatistas. Vai ser muito difícil enganar esta molecada. Em um estudo recente que realizei que tinha como objetivo estudar o perfil do consumidor do skate, os resultados mostraram que a molecada de onze anos é ligada em tênis, gostam de snekears, sabem que som querem escutar, escolhem suas roupas via internet e tem como base de informação o Youtube, Google, sites e blogs. O futuro das marcas de skate é estar atento a esta molecada. O perfil está mudando e também acredito que vai mudar o perfil das pessoas que trabalham nas empresa de skate. Ao estar presente no mercado, aliado a uma bom background acadêmico ou de informação, não é preciso realizar pesquisas, você saberá exatamente o que este público quer consumir no futuro, e estará na frente.
Que outras pesquisas poderiam ser feitas sobre o skate? No campo da psicologia, creio que seria interessante analisar a determinação do skatista e a busca da perfeição. Nós skatistas não ficamos contentes com o que é dado e mostrado para gente. Lembro uma vez que estava fazendo um curso de programação neurolinguística (PNL), e no momento lembrei que eu já realizava isso com o skate. Observo minhas atitudes com a faculdade e com o trampo, e percebo isso em amigos meus que trabalham com o skate. Acho que existe muita relação com a psicologia, e seria interessante pesquisar sobre isso não somente para entender os skatistas, mas sim para verificar como o skate pode ser benéfico em tratamentos de doenças, por exemplo.
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Você acredita que sua pesquisa pode ajudar outras empresas? Não sei. O que escrevi não é novidade. Mas também tem muita marca que não está preocupada com o futuro. Acho que meu trabalho pode trazer muita inspiração sobre como uma marca de skate tem que ser. Na Element eu ajudo com projetos relacionado ao skate, arte e música. Tento ser inovador, trazer todas minhas informações e conceitos para dentro da empresa. Creio que estamos servindo de parâmetro e desta forma puxando o mercado, e deixando para trás quem não está atento.
Para quem pensa em criar um nova marca de skate, qual seria sua sugestão? Primeiro ande de skate, entenda o mercado e estude. Não digo ir a uma faculdade. Bill Gates deixou Harvard de lado para criar a Microsoft. Steve Jobs deixou Stanford e foi criar a Apple, porém eles nunca deixaram de estudar e buscar informações. Numa das palestras do Bill Gates em Harvard, ele falou para os alunos deixarem a faculdade e irem procurar mudar o mundo. Um desses alunos era Mark Zuckerberg, fundador do Facebook. Isso mostra que não precisamos estar na faculdade, embora é um lugar incrível para estudar, mas sim estar aprendendo. Lembro que um dia li um livro do Anthony Robbins, dizendo que devíamos aprender uma coisa nova por dia. Vivo este dilema até hoje, e acho que tudo isso ajuda a trazer sucesso para uma nova marca de skate. Entender a nova geração. Uma marca de skate deve existir não para ser a melhor ou para quebrar outra, e sim para mudar o mundo, e usar o skate como ferramenta. Quando criamos um negócio com uma ideologia maior, o futuro é enorme.
Para encerrar, mande seu recado. Nos anos noventa o lema era “ande e entenda o skate”. Mas hoje em dia, como todos falam que andam de “skatinho” e entendem a cultura do skate, eu digo: ande, entenda e vivencie o skate.
-> Resumo e download desta pesquisa na pág. 33 desta edição. |
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