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Ano 1

edição 1

novembro de 2009

conceitos da física

Vídeo mostra como o skate é utilizado para educar no Chile
 

Por que VOCÊ ANDA DE SKATE?

Pesquisa indica os fatores motivacionais na prática do skate
 

Tiago van deursen

Acadêmico de Arquitetura da USP fala sobre sua pesquisa

 

 

 

 

 

ÍNDICE

 

 

editorial....................................

 

NOTÍCIAS.......................................

 

Novas pesquisas......................

 

resumos......................................

 

ANEXO...........................................

 

pesquisa destaque.................

 

vídeos..........................................

 

trocando idéia........................

 

 

 

Editor: Révisson Silva Editor de fotografia: Daniel de Souza Colaboradores: Fábio Prass, Uriel Baesso Prado, Fernando Arata. Agradecimentos: Marcelo Amaral, Rafael Sobreira, Thiago Zanoni Neves, Faira Beck, Tiago Cambará, Sérgio Marreta.
Na capa: Michell Simonetto. Japan Air.
Curitiba/PR, 200?. Foto Daniel de Souza

 

 

 

 

 

 

 

 

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EDITORIAL

Navegação simples e informação inteligente. Este é o Ciência do Skate E-Zine. Uma mistura de vídeos, fotos e textos.

Pesquisas afirmam que os colégios e as universidades precisam do skate para educar de uma forma mais descontraída e atraente. Já o skate precisa das instituições de ensino para se qualificar como esporte, aumentar o número de praticantes e de skateparks.

Sendo assim, a Ciência do Skate se propõe a estimular o uso do skate como ferramenta de educação e também como objeto de pesquisa.

Para isso, trará mensalmente um resumo dos principais acontecimentos do skate mundial, as novidades dentro dos colégios, e é claro, as pesquisas científicas relacionadas com o skate.

O vídeo “Física e Skate” desta edição é um bom exemplo de como utilizar o skate para educar.

Que esta seja a primeira edição de muitas! Boa leitura!

Révisson Silva

 

 

 

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NOTÍCIAS
 

 

MUNDIAL DE STREET NO RIO DE JANEIRO

Vai rolar entre os dias 20 e 22 de novembro o Nescau Energy Street Festival no Rio de Janeiro, etapa válida pelo ranking mundial de street profissional. Esta competição está no calendário da World Cup of Skateboarding.

 

3ª Etapa do I Circuito Universitário de Skate

Está sendo realizado em São Paulo o I Ciruito Universitário de Skate 2009. Já ocorreram duas etapas, e a terceira e última será dia 14 de novembro na Cidade Universitária - USP.

 

Escola de Skate ciência do skate no IAPI

A Escola de Skate leva o projeto Vida Skate para dentro dos principais colégios particulares de Porto Alegre/RS e região metropolitana. Recentemente levou seus alunos para um passeio na famosa pista do IAPI, em Porto Alegre, registrou as imagens e montou o vídeo Passeio IAPI.

 

EXTREMELY SORRY

Estão rolando pelo mundo premieres do vídeo Extremely Sorry, da Flip, um dos mais esperados e conceituados vídeos de skate do planeta. Em breve o DVD será vendido nas melhores skateshops.

 

SKATE NAS ESCOLAS ESTÁ DE VOLTA

O principal intuito do Skate nas Escolas é mostrar a importância do skate para escola e da escola para o esporte, através de palestras, demonstrações de skatistas, brincadeiras e distribuição de brindes. No dia 7 de outubro foi a vez do Colégio IPEC, em São Bernardo do Campo/SP ser visitado pelo Skate nas Escolas, e no dia 14, o Colégio Eduardo Gomes em São Caetano do Sul/SP.

 

 
 
 
NOVAS PESQUISAS
Referências científicas

 

   270. CUNHA, Cláudio de Assis da. A gíria dos skatistas. 2003. 0 f. Monografia. (Aperfeiçoamento/Especialização em Língua Portuguesa Leitura E Produção Textual) - Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Jandaia do Sul. Orientador: Renilson José Menegassi.
Resumo e download não disponível nesta edição.
 
271. DEURSEN, Tiago Wright Van. Sobre o skate sobre a cidade. 2009 Trabalho de Graduação (Arquitetura e Urbanismo). São Paulo - Universidade de São Paulo. Orientador: Vladimir Bartalini, 2009. Em desenvolvimento.
Resumo e download disponível na pág. 9 desta edição.
 
272. GALLIANO, Leony Morgana; MAYER, Sandra Mara. Motivos que levam os skatistas à prática do esporte: um estudo comparativo entre os estados do Paraná e Rio Grande do Sul. In: Anais FIEP Bulletin 2009, Congresso Internacional de Educação Física.
Resumo e download disponível na pág. 10 desta edição.
 
273. SARAVI, Jorge Ricardo. Jóvenes, skate y ciudad: entre el juego y el deporte. 1er. Simposio Internacional Educación, Cuerpo y Ciudad. Expomotricidad 2007. Evento organizado por la Universidad de Antioquia, Medellín, Colombia.
Apenas o resumo disponível na pág. 11 desta edição.
 
274. TSUMANUMA, Liliane. A Pista de Skate na Praça do “Gaúcho”: Retratos da Sociabilidade no Espaço Urbano. Monografia apresentada à graduação do curso de Educação Física. Universidade Positivo, Curitiba: 2008.
Resumo e download disponível na pág. 12 desta edição.
 
275. GOMES, Vinícius Camacho. Percepção dos Consumidores em Relação à Cultura do Skate e a Nova Marca Roverall. 2009. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Marketing e Propaganda) – Centro de Ciências Empresariais e Sociais Aplicadas, Universidade Norte do Paraná, Londrina, 2009.
Resumo e download disponível na pág. 13 desta edição.
 
276. VENINI, Andrea. Lazer no parque da cidade: Espaço urbano, sociabilidade e consumo em Sobral/CE. 2008 Trabalho de graduação (Curso de Ciências Sociais). Sobral - Universidade Estadual Vale do Acaraú. Orientadora: Diocleide Lima Ferreira.
Resumo e download disponível na pág. 14 desta edição.

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RESUMOS
271. Sobre o skate sobre a cidade
por Tiago Wright van Deursen
 
Resumo: Introdução - O tema abordado será a prática do skate e sua relação com o meio urbano. A cidade sempre foi o cenário dessa prática esportiva e, mais do que isso, responsável pela transformação do skate ao longo do tempo. Partindo dessa hipótese de que a relação skate e cidade é muito íntima, o objetivo deste trabalho é explicar como é essa relação. Para alcançar tal objetivo, sentiu-se a necessidade de abordar diversos aspectos: a história do skate que servirá de base para outras abordagens; as sensações de se andar de skate, o que leva esse usuário da cidade a ambular pelas ruas; outros olhares não convencionais da cidade, que será importante para a compreensão do próprio olhar do skatista; a prática do skate como forma de apropriação do espaço; aspectos antropológicos, os skatistas como tribo urbana, a forma transgressiva de uso da cidade e o preconceito gerado; o contexto histórico do esporte, de contracultura, pós-modernidade, juntamente com o período anterior, a modernidade; e, por fim, a relação da cidade com as pistas de skate. As principais fontes para a história do skate serão os livros de Michael Brooke e Jocko Weyland, e o documentário Dogtown: Onde Tudo Começou. Em relação às sensações de andar de skate, os textos de Karl Schelle e Edmund Burke, autores do século XVIII, serão importantes para elucidar as questões sensoriais associadas aos movimentos do corpo, o que também se aplica à prática do skate. Mesmo sendo autores de uma época não contemporânea ao skate, foi possível fazer paralelos com a prática estudada. Para abordar os novos olhares sobre a cidade, alguns escritos de Charles Baudelaire, poeta francês que entendeu e antecipou a modernidade nas metrópoles, serão essenciais a esse trabalho, juntamente com um texto de Marshal Berman que discorre sobre a modernidade e a obra de Baudelaire. No que diz respeito ao conceito de tribo urbana, será usado como referência um texto do antropólogo José Guilherme Magnani. E, para contextualizar culturalmente a prática do skate, se terá como base a dissertação de mestrado de Leonardo Brandão, sobre as representações do street no meio urbano.           DownloAD

 

 
RESUMOS
272. Motivos que levam os skatistas à prática do esporte
por Leony Morgana Galliano - nymorgana@hotmail.com
 
Resumo: Os esportes de aventura estão em expansão nos segmentos de lazer, educação, aprendizagem e treinamento, praticados cada vez mais por crianças, adolescentes e adultos. O skate é um dos esportes em desenvolvimento, tornando-se no Brasil o segundo maior em número de praticantes, movimentando uma ampla indústria de materiais esportivos no país. Mesmo com o visível crescimento do esporte, constata-se que há uma grande deficiência bibliográfica e científica sobre o assunto, o que se faz necessário para a melhoria das condições dos atletas, além do auxílio para o perfeito desenvolvimento do esporte. Para isso, é necessário que os Profissionais de Educação Física conheçam a modalidade, valências e qualidades físicas trabalhadas, dificuldades, e inclusive os fatores sociais inseridos na sua prática. Esta pesquisa comparou quais os fatores motivacionais que impulsionam 103 skatistas, sendo 44 do estado do Rio Grande do Sul e 59 skatistas do Paraná, de ambos os sexos, com idades entre 12 e 36 anos, a permanecerem na prática do skate, incluindo itens psicossociais, motores, de qualidade de vida e saúde, e se há preconceito em torno do esporte. Através da análise dos dados constatou-se que o prazer pela prática do esporte é o fator motivacional de maior importância para os praticantes em ambos estados, seguido por fatores de manutenção da saúde, alívio de tensões diárias (estresse), e também questões relacionadas ao convívio social. Quanto ao preconceito verifica-se que ainda ocorre, porém em menor quantidade no Rio Grande do Sul em relação ao estado do Paraná. Acredita-se que através de um maior conhecimento acerca do skate a visão da sociedade sobre esta modalidade irá se modificar, mas para isto é necessário o desenvolvimento de pesquisas e estudos relacionados a esta modalidade.
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RESUMOS

273. Jovem, skate e cidade: entre o jogo e o esporte

por Jorge Ricardo Saravi - jorgesaravi@hotmail.com
 
Resumo: Este trabalho pretende-se estabelecer uma forma de testar algumas idéias sobre possíveis práticas corporais não formal olhada neste caso na juventude urbana que praticam "skate" em um grupo. O contexto é a cidade de La Plata (Provincia de Buenos Aires-Argentina). Eles fazem parte dos primeiros passos de uma investigação que está em curso na Universidade Nacional de La Plata. Apresentados aqui, de forma resumida, algumas questões (e algumas de suas respostas), em relação a estes temas, a sua cultura, a prática, lugares e objetos. Embora assume determinados momentos desportivos e até mesmo possa parecer um esporte, uma análise cuidadosa leva próximo ao jogo. A mobilidade da regra, não a institucionalização da prática e da forte não-competitividade, que permitem localizar o skate praticado por esses jovens em um pólo urbano lúdico. A condição desta prática determina suas experiências corporais e imprime uma marca própria.
 
 

RESUMOS

274. A Pista de Skate na Praça do “Gaúcho”

Por Liliane Tsumanima - lile.edufis@gmail.com
 
Resumo: Cada espaço é diferente, apresentando/representando manifestações sociais diversas. Logo, inseridos no contexto da vida urbana, encontram-se os locais públicos, dentre eles, as pistas de skate. Esses locais trazem à tona a interação entre o sujeito e seu meio, sobretudo a sua relação com outros indivíduos sugerindo a formação de laços de sociabilidade. Utilizando da pesquisa etnográfica, que compreendeu a observação participante durante seis meses, buscamos mostrar estes elos entre os indivíduos freqüentadores da Praça do Gaúcho – em Curitiba -, cuja sustenta em seu interior, uma pista de skate. Por meio de referenciais centrais como o conceito de configurações de Elias, e pedaços de Magnani, tentamos explicar estas relações. Logo, verificamos que a relação entre um sujeito e outro e entre os próprios grupos frente a um ambiente público de lazer contempla as mais variadas formas de manifestação e utilização daquele espaço.             DownloAD
 

 

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RESUMOS

275. Percepção dos consumidores em relação à cultura do skate e a nova marca Roverall

Por Vinícius Camacho Gomes - vinicius_camacho@hotmail.com
 
Resumo: Esse trabalho relata o estudo das características de consumidores das lojas de skate/surf wear e street wear (estilo urbano), na cidade de Londrina e a percepção de uma nova marca dentro deste segmento. O estudo sobre, pode desvendar as principais influências dos consumidores; as oportunidades e ameaças do mercado, ajudando então a qualificar o posicionamento que a marca deve seguir. Sendo assim, uma das fases teve a intenção de compreender o comportamento dos adeptos da cultura e obter à percepção em relação a nova marca Roverall Skateboard. Através da pesquisa realizada com 80 entrevistados, traçou-se um panorama da opinião, preferências e hábitos dos mesmos perante suas trajetórias de vida e a percepção da marca a ser lançada. Dentro dessa análise foi permitido detectar as preferências referente ao tamanho e  estilo das camisetas, a experiência com o esporte da maioria entrevistada e o cuidado preciso com o público. A outra fase da pesquisa teve o objetivo de avaliar a importância da situação de mercado. Essa experiência ocorreu com proprietário e gerente das duas lojas de skate da cidade e apontou o reaparecimento de eventos e campeonatos, dando oportunidade de incentivar atletas e novas marcas a aparecerem no mercado. O Skate na cidade de Londrina encontra-se em desenvolvimento e em evolução, a Roverall depois das análises destina-se ao público do skate influenciado pelos gêneros musicais mais ouvidos pelo público pesquisado.              DownloAD

 

RESUMOS

276. Lazer no parque da cidade: Espaço urbano, sociabilidade e consumo em Sobral/CE

Por ANDREA VENINI FALCONI
 
Resumo: A presente pesquisa se dá num espaço de lazer na cidade de Sobral-CE: o Parque da Cidade. O parque é um lugar onde diferentes sociabilidades são tecidas através da interação de indivíduos que o constroem socialmente. Este espaço de lazer transcende a vida familiar e insere-se na categoria pedaço (MAGNANI, 2000) que é elaborada a partir do agir coletivo cotidiano. O recorte de objeto aqui proposto visa analisar como os freqüentadores do Parque da Cidade estão significando o referido espaço de lazer e como percebem o processo de “revitalização” dos espaços públicos, implementado pelo Poder Público, com propostas de “enobrecimento” da cidade para fins comerciais (LEITE, 2004). Esse público se apropria do espaço, modificando-o e transformando seu próprio cotidiano. Novos espaços são criados e então se formam novas práticas, que se conformam em parte às intervenções do público e do privado. O Parque da Cidade abrange uma área de aproximadamente 70.000 metros quadrados e integra os bairros do Junco, da Colina, do Alto da Expectativa e do Campos dos Velhos. Esse complexo compõe-se de playgrounds, quiosques, pista de cooper, campos polivalentes, pista de bicicross, Skate Park,  e ainda mesas de xadrez e de  piquenique. A pesquisa vem sendo desenvolvida desde o inicio de 2006 e teve como recorte inicial o Skate Park, lugar privilegiado de minhas observações. O Parque da Cidade apresenta-se como um espaço multifacetado, onde diversas modalidades de lazer se interpõem e se cruzam em seus caminhos sinuosos. O objetivo geral deste trabalho é, portanto, analisar como os freqüentadores dos espaços de lazer do referido Parque estão significando o Parque da Cidade. Estas reflexões foram orientadas pelas observações de campo e entrevistas realizadas principalmente nos finais de semana, em que o público é maior, possibilitando uma melhor compreensão das redes de sociabilidade tecidas nos momentos de lazer no Parque da Cidade.   DownloAD

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Willian Yenchen Chou. Nollie Heelflip. São Paulo/SP, 2009. Foto Fernando Arata.

ANEXO
 

 

 

Tales Prates. Front Side Shovit. Porto Alegre/RS, 2007. Foto Daniel de Souza.

  
ANEXO

 

 


 Diego Corrêa. Nollie Front Side Boardslide. Porto Alegre/RS, 2009. Foto Daniel de Souza.
 
ANEXO

 

 

A

N

E

X

O

 

 

 

Marcos Maciel. Back Side Tail Slide. Esteio/RS, 2009.
Foto Daniel de Souza.

 

 

 

 

Patrick Vidal. Swicht Back Side Heelflip. Porto Alegre/RS, 2009. Foto Daniel de Souza.

ANEXO

 

Staley Inácio. Nollie Shovit. Campinas/SP, 2006. Foto Daniel de Souza.

ANEXO

 

 


Anderson Lopes. Back Side Nose Blunt. Blumenau/SC, 2007. Foto Daniel de Souza.


ANEXO
 

 

 

 

Pierre Luc Gagnon. Back Side 540. São Paulo/SP, 2009. Foto Fernando Arata.

ANEXO

 

 

Alex Carolino. Swicht Back Side Flip. Porto Alegre/RS, 2008. Foto Daniel de Souza.

  
ANEXO

 

Vinicius Aquaman. Airwalk. Itapecerica da Serra/SP, 2009. Foto Fernando Arata.

ANEXO

 

 

 

 

PESQUISA DESTAQUE

 

 

Por que VOCÊ ANDA DE SKATE?

 

Uma pesquisa realizada recentemente na Universidade de Santa Cruz/RS demonstrou que o principal motivo que leva os skatistas a andarem de skate é o prazer pela prática.
 
Este estudo teve o objetivo de identificar os motivos que levam os skatistas do Paraná e do Rio Grande do Sul a praticarem o esporte. Além do prazer pela prática, os outros fatores motivacionais destacados foram a manutenção da saúde, o alívio de estresse e também questões relacionadas ao convívio social.
 

Os dados acerca da prática do skate para a manutenção da saúde se destacou na pesquisa. Quase a metade dos grupos caracterizou este fator como decisivo para seguirem na prática do esporte, o que sugere que o skate também é realizado com a finalidade de atingir uma melhor qualidade de vida.

 

Outra informação destacada pela autora é sobre o preconceito que envolve a prática do skate, onde 88% dos skatistas paranaenses e 70% dos gaúchos afirmaram que ainda existe. Portanto, em ambos os estados, o índice foi bastante elevado.

 

"Pesquisas desta ordem são de suma importância para que o skate se desenvolva, sendo visto de forma positiva pela sociedade, tentando desmistificar a visão distorcida acerca da modalidade", esclarece Leony Galliano. "O skate é um esporte rico em exigências motoras que vem ganhando cada vez mais adeptos. O número de pistas de skate no Brasil cresceu 210% nos últimos 4 anos, e notícias positivas divulgadas na mídia podem auxiliar para a expansão da visão do skate como esporte, relacionado à saúde, qualidade de vida e também como forma de treinamento".

 

-> Resumo e download desta pesquisa na pág. 10 desta edição.
 

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VÍDEOS

 Física e Skate

 

 

 

 

 

 

O skate também é utilizado para educar. Na Universidade Metropolitana de Ciências da Educação - UMCE, na cidade de Santiago no Chile, o skate ajuda no processo de ensino dos conceitos da física.
 

 

VÍDEOS
MEGA RAMPA NO BRASIL

 

 

 

 

 

 

A Mega Rampa foi idealizada há seis anos pelo skatista norte-americano Dannyn Way, e projetada pelo especialista em construção civil John Tyson. Em setembro, ocorreu a segunda edição do Oi Mega Rampa no Brasil.

 

 

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VÍDEOS

DC SKATE AND CREATE

 

 

 

 

 

 

 

O Skate and Create II é um campeonato provido pela revista Transworld Skateboarding, onde as marcas convidadas criam os obstáculos e os cenários dentro de um estúdio. Confira acima o vídeo da DC.

 

VÍDEOS

Brasil Skate Camp

 

 

 

 

 

O Brasil Skate Camp é um acampamento para jovens de 6 a 17 anos, que ocorre em Sorocaba/SP. Já estão abertas as inscrições para a 8ª temporada, que acontece em janeiro de 2010. (www.brasilskatecamp.com.br)

 

 

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VÍDEOS

DEW TOUR - PLAYSTATION PRO

 

 

 

 

A Dew Tour é um circuito com quatro etapas válido pelo ranking mundial de skate (www.wcsk8.com). Entre os dias 15 e 18 de outubro aconteceu em Orlando/FL/EUA, a última etapa de 2009, o Dew Tour Playstation Pro.
 

VÍDEOS

Skate no Cinema

 

 

 

 

 

No primeiro semestre de 2010 deve chegar aos cinemas brasileiros o documentário “Vida Sobre Rodas”, de Daniel Baccaro. O filme contará a história dos últimos 20 anos de Skate no Brasil.

 

 

Vertical
Bucky Lasek 1º
Andy Macdonald 2º
Sandro Dias 3º

Street
1º Chris Cole
2º Paul Rodriguez
3º Greg Lutzka

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VÍDEOS

Skate Downhill

 

 

 

 

 

 

 MaryHill Festival of Speed é o principal evento de skate velocidade do planeta. O skatista brasileiro Douglas Dalua, recordista mundial de velocidade, participou do evento e registrou algumas imagens espetaculares.

 

 

  

 

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TROCANDO IDÉIA

 


 

 

Tiago van Deursen

Conheça um pouco sobre este skatista e seu trabalho de graduação “Sobre o skate sobre a cidade”, que está em desenvolvimento na faculdade de Arquitetura e Urbanismo, na USP.
 

 

 

 

 

Tiago, como é o seu dia a dia?

No momento estou fazendo a segunda parte do meu trabalho de graduação. Além disso, trabalho em um escritório de arquitetura e, ocasionalmente, faço alguns trabalhos com colegas da faculdade. Bom, sobre meu dia a dia... eu quase sempre divido entre o estágio e a pesquisa. Toda semana arranho um cavaquinho com meus amigos em casa,  e claro, sempre quando consigo, ando de skate na USP ou perto de casa. Mas o dia a dia varia, né? hehe

 

E a pesquisa?

A pesquisa trata das relações da prática do skate e seu meio, a cidade. O que já foi pesquisado até agora explica que a relação da prática do skate com a cidade sempre foi bem forte, e mesmo com a proliferação das pistas, o cenário do skate provavelmente continuará sendo a cidade.

 

Você acha que a rua é o lugar do skate?

Acho as skateparks ótimas. Contribui para a evolução dos skatistas e do próprio skate.  Mas o verdadeiro palco do skate são as ruas, é a cidade, sem dúvida. É lá que acontece a vida. O skatista tem que se misturar com os pedestres, os motoristas, tem que despertar olhos raivosos e curiosos. A prática do skate descobre e transforma a cidade. E a cidade transforma a prática do skate. Foi assim com os Z-boys há uns trinta anos, e creio que vai continuar assim.

 

E o que te levou a escolher o skate como tema?

Ando de skate faz 11 anos. Acho que o skate contribuiu muito para eu ter estudado arquitetura. A vivência na cidade, as descobertas de picos novos para andar, a maneira que nós skatistas encaramos o meio urbano... penso que tudo isso, mesmo que inconsciente, me levou a fazer arquitetura. O skate como tema do meu trabalho foi muito natural. Penso que foi uma forma de agradecimento ao "carrinho".  Mas principalmente a maneira como o skatista se apropria e utiliza a cidade sempre me fascinou. Isso foi, sem dúvida, o que mais me motivou. 

 

Como foi a receptividade da sua pesquisa dentro da USP?

A maioria dos meus colegas gostaram muito do tema. Creio que alguns professores acharam que foi um tema abrangente demais para ser feito em um trabalho final de faculdade, mas todos acharam interessante. Principalmente meu orientador, o professor Dr. Vladimir Bartalini, que desde o começo me apoiou e sempre deu as melhores coordenadas. Se não fosse por ele, o trabalho não teria sido a metade do que foi.  

 

Qual a importância deste trabalho para a sua formação acadêmica?

Aprendi muito com essa pesquisa. Pude ter a visão do skatista sobre a cidade e sobre o não skatista. Assim como a visão do não skatista sobre o skatista. Aprendi muito sobre a história do skate e sobre os fatores físicos e sociais da história das cidades, que contribuíram para a ascensão do skate.

 

O que você mais gostou até agora?

Gostei de fazer o trabalho o tempo todo. Mas o que mais me deixou empolgado foram as relações que encontrei sobre a história e a prática do skate, e textos de uma época em que nem havia sombra de skate. Textos do século XVIII e XIX já mostravam uma época que preparava o terreno para o surgimento do skate.

 

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Existe alguma história engraçada que ocorreu durante a pesquisa?

Teve algo um pouco engraçado. Na dissertação de mestrado do Leonardo Brandão, excelente por sinal, havia alguns comentários sobre as questões de transgressão do skate e o surgimento do skate aqui no Brasil na época da ditadura, e ele questionava se havia alguma forma de contestação por parte dos skatistas. Fiquei muito curioso com isso, acho que esperando que houvesse alguma forma de protesto, e perguntei ao lendário skatista Cesinha Chaves se houve protestos. Ele disse na lata: "Não, éramos um bando de doidão mesmo".

 

Como você vê o skate daqui a alguns anos?

Acredito que o skate só tende a crescer. As possibilidades que ele apresenta são ilimitadas. Provável que daqui a vinte anos o skate, as manobras e a técnica, vão estar irreconhecíveis. E isso é ótimo, renova, recarrega a energia... Ao mesmo tempo vejo o skate inserindo cada vez mais na sociedade "não skatista". Acho que o preconceito vai diminuir. Claro que tem o problema de interesses financeiros por parte dos não skatistas. Isso só enfraquece o esporte (como já acontece hoje). Mas também seria bom se o skate preservasse sua postura underground. Não deve ficar muito a vista.

 

Para encerrar esta entrevista, mande seu recado final.

Acho que a pesquisa acadêmica sobre o skate ajuda a fortalecer a idéia de que skate não é simples brincadeira, coisa de moleque. Quero agradecer pela oportunidade de divulgar meu trabalho. Valeu mesmo! Iniciativas como esta contribuem para o "carrinho".

 

-> Resumo e download desta pesquisa na pág. 9 desta edição.

 

 

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